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domingo, 22 de março de 2020

Com a divisa fechada maranhenses não conseguem retornar do estado do Pará


O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), confirmou no fim da tarde deste sábado (21) o segundo caso do novo coronavírus no estado. A informação foi confirmada por meio de uma rede social. 

A partir deste domingo (22) estão suspensas por 15 dias as viagens de ônibus interestaduais no Pará. A medida foi anunciada pelo governador Helder Barbalho, em coletiva de imprensa, na última sexta-feira (20) e faz parte do pacote de ações que buscam prevenir a proliferação do novo coronavírus no Estado. O movimento nos terminais rodoviário e hidroviário, em Belém, no último dia de divisa aberta, não sofreu grandes mudanças, mas alguns transtornos ocorreram. 

Durante a manhã, no Terminal Rodoviário de Belém, em São Brás, pessoas que tentavam voltar para o Estado do Maranhão foram impedidas de comprar passagens devido à ausência de comunicação entre os dois governos. Diferente das determinações de Helder Barbalho, as divisas maranhenses foram fechadas desde sábado, de acordo com decreto do governador Flávio Dino, o que impediu que empresas localizadas também em Belém pudessem liberar os seus ônibus. 

“Nós não podemos fazer nada. Embora o Helder tenha determinado que as viagens entre os estados estão suspensas a partir de domingo, o governo do Maranhão já fechou desde hoje. Infelizmente, nossas viagens estão suspensas porque na entrada (do Maranhão) não entra mais nada”, afirmou o funcionário de uma empresa de transporte, que preferiu não se identificar. 

Uma empresa que trabalha com viagens para Distrito Federal e Goiânia informou que o decreto do governo do Maranhão obrigou os motoristas que saem de Belém a modificarem a rota. “Nosso movimento de passageiros está praticamente parado. Em nenhum horário estamos notando aumento da procura por passagens. E, apesar do decreto daqui ter validade de 15 dias, sabemos que isso pode ser estendido”, disse José Fernandes, atendente da companhia. 

Com viagem comprada de Belém para São Luís desde a sexta-feira, a técnica em Enfermagem Márcia Mathias, de 44 anos, reclamou do fato de não conseguir viajar como havia planejado. Ela veio ao Pará apenas para participar do velório de um irmão, mas precisava voltar logo, pois na próxima segunda deveria trabalhar. “Os funcionários da empresa me informaram que agora só será possível viajar a partir do dia 5”, completou. 

O jovem Jhonny Wiliam, de 18 anos, é estudante e jogador de futebol da equipe Paraense. Natural do município de Nina Rodrigues, no Maranhão, ele foi ao terminal para atender o pedido de sua família e voltar pra casa, mas também recebeu a resposta negativa das empresas. “Como alternativa, comprei uma passagem para Capitão Poço. Lá vou encontrar com um amigo e vou com ele, de carro, para o Maranhão. Vamos ver se conseguimos entrar”, anunciou. 

No Terminal Hidroviário de Belém Luiz Rebelo Neto, na avenida Marechal Hermes, as cadeiras da área de espera estavam praticamente vazias. Poucas pessoas aguardavam também na área de lanche. De acordo com a funcionária de uma empresa que faz viagens para Macapá, o movimento já está praticamente parado. “Sabemos que o decreto só terá validade a partir de amanhã, mas quase não tivemos procura hoje”, relatou. 

A estudante Camila de Almeida, de 16 anos, e Luciana dos Santos Braga, 33 anos, empregada doméstica, aguardavam a embarcação para a capital do Amapá. “Viemos para Belém para passear, para passar as férias, e nos programamos para voltar só no fim do mês, daqui a dez dias. Mas depois do decreto a nossa única alternativa foi voltar”, disse Camila. 

Luciana elogia a decisão do governador Helder. “Nós concordamos porque é preciso proteger a todos. Em Macapá, nossos parentes nem estão mais saindo de casa. Já quero logo chegar para ficar com eles”. 

A Redação Integrada solicitou uma nota de esclarecimento do Governo do Pará, sobre o ocorrido na divisa com ao Maranhão, mas até o momento não houve resposta. 

O LIBERAL
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