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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Jairon Barbosa conta tudo: confira a entrevista de um dos melhores advogados criminalistas de Maracaçumé e região.



Jairon Barbosa tem 30 anos. Natural de Nova Olinda do Maranhão, mas já viveu em Bacabal, Amapá do Maranhão, Godofredo Viana, São Paulo e atualmente reside em Maracaçumé, onde é sócio no escritório de advocacia com Dra. Andrea Palmeira. Quem vê ele hoje pensa que a vida foi fácil, mas a verdade é que ralou muito pra chegar no atual momento da vida.

Morou por 10 anos em São Paulo onde se formou em advogado e cursou pós-graduação em “Direito Difusos e coletivos”, “direito penal econômico” e faz atualmente pós em “Direito Penal” e “Processo Civil”. Muita coisa, né? Mas o rapaz sonha alto e tem muitos planos para o futuro.

Ele namora a farmacêutica Keyne Bizzi com quem planeja formar uma família. Jairon Barbosa recebeu a equipe do Blog Renato Costa e contou tudo sobre sua vida pessoal, profissional e muito mais. Vale a pena conferir a entrevista com um dos advogados criminalista mais requisitado da região:

Quem é Jairon Barbosa?
Sou uma pessoa do bem, não interpreto “as coisas” pelo lado ruim. Não sou maldoso. E além disso, muito determinado. Acredito que isso seja as minhas melhores virtudes. Há, me considero tímido, muito embora não pareça. (Risos).

Conte um pouco da sua trajetória de vida até chegar em Maracaçumé:
Como diz a música “pais e filhos” do Legião Urbana (Poeta e saudoso Renato Russo): “Já morei em tanta casa que nem me lembro mais...”. (Risos). Brincadeira à parte, morei em diversos lugares até chegar em Maracaçumé. Nasci em Nova Olinda – MA, mas os primeiros anos de vida foram na cidade de Maranhãozinho, por pouco tempo, até a morte de meu pai, que ocorreu quando tinha cerca de 4 (quatro) para 5 (cinco) anos de idade. Em seguida, tive que ir morar em um garimpo (Aurizona – Godofredo Viana) juntamente com minha mãe e minha irmã. Depois fui morar em Amapá do Maranhão, aonde adquirir uma segunda família, e, poder concluir o Ensino Fundamental. Visando ingressar no Ensino Superior, no 2º (segundo) ano do Ensino Médio me mudei para Bacabal - MA, deixando para trás uma grande família e amigos, aonde mora os familiares biológicos, aonde juntamente com ajuda de Padres consegui concluir o Ensino Médio. Ainda em Bacabal, ingressei em um programa da Universidade do Estado (UEMA), mas resolvi ir para São Paulo e adquirir uma formação superior. Já advogando em São Paulo para uma empresa e já tendo concluído uma pós-graduação, resolvi voltar ao Maranhão, aonde montei um escritório de advocacia com um amigo na cidade de Santa Inês - MA, porém à sociedade não deu certo, infelizmente, e então tive o convite por parte da Dra. Andrea Palmeira para vim para Maracaçumé.

Quem lhe influenciou para seguir a carreira do Direito?
Não existe alguém ou algo específico que me influenciou a enveredar pela área jurídica, foi algo que se desenvolveu aos poucos, de forma natural. Não tenho ninguém da minha família que atue na área.

Aonde se formou? Fale sobre sua vida acadêmica.
Sou Bacharel em Direito pela FMU de São Paulo, uma Faculdade bem reconhecida naquele Estado. Após concluir o curso de Direito, fiz logo um curso de Extensão Universitária em Direito Empresarial na mesma Instituição. Logo depois, ingressei na PUC/SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), aonde cursei pós-graduação em Direitos Difusos e Coletivos (Econômico, relações de consumo e ambiental). No ano de 2018 participei e consegui no ano de 2019 aprovação em uma pós-graduação em Direito Penal Econômico da Universidade de Coimbra (Portugal). E desde ano passado (2019) que estou cursando mais duas pós-graduações, uma em Direito Penal pela Instituição Damásio de Jesus (São Paulo) e outra em Direito Processual Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo).

Temos vistos muitos Bacharéis em Direito que não conseguem passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Qual o diferencial para quem consegue passar na primeira tentativa?  
Veja Renato, a reprovação no Exame de Ordem e em outros certames, acontece por diversos motivos, dentre elas posso citar falta de conhecimento, nervosismo, ansiedade e outros. Realmente, a quantidade de bacharéis que não conseguem aprovação no Brasil é muito grande. Somos um dos países com maior número de bacharéis no mundo, é muita coisa. Acredito que para obter aprovação não seja necessária realização de algo tão extraordinário, um plano de estudos, disciplina e dedicação se obtém aprovação. Lembro que a época que prestei o Exame de Ordem, só podia realizar a prova no 10º (décimo) semestre, como 100 (cem) perguntas. Realizava um estágio em escritório de advocacia que prestava serviço para o Hospital Sírio Libanês, diligenciava o dia inteiro, ainda realizava os estágios da Faculdade e obtive aprovação no exame. E olha que em São Paulo “tudo é longe”, o transito dificulta a locomoção, o que significa dizer que a vida de um acadêmico que mora longe do estágio [serviço] e da Faculdade, com o uso de transporte público (metrô e ônibus) não é fácil. Mas, com força de vontade se consegue tudo.

Estudo pra você é um compromisso: quais são as suas metas para o futuro?
Acredito que sim, levo a sério os estudos. É a única coisa que realizo e não me sinto com peso da consciência. Fora do trabalho, tudo me deixa com peso na consciência, a sensação de ser inútil. Queria ganhar na mega-sena e somente estudar. (Risos). A minha meta é cursar mestrado, doutorado e dar aula em uma Universidade. Espero que eu consiga.

Almeja seguir carreira de promotor ou talvez juiz?
Não, não pretendo seguir essas carreiras jurídica. Para ser sincero, nunca tive interesse, vocação. Sempre me identifiquei com a advocacia. Agora, a advocacia que pretendo realizar um dia é um pouco diferente da de hoje em dia. Quero atuar perante os Tribunais Superiores (Brasília).

Por que escolheu a área criminal para fazer especialização?
Porque desde que comecei a atuar na área criminal o desejo só aumenta de ter maior conhecimento sobre essa área. A á área criminal trata do maior bem depois da vida, que é a liberdade. Cursei uma pós-graduação na área do Direito Penal Econômico, estou finalizando outra em Direito Penal e o plano é cursar mestrado em Direito Penal. Diferentemente do que as pessoas pensam, o direito penal não trata apenas do crime, das penas, mas também de outros fatores. O direito penal não tem finalidade de punir, mas evitar que o crime ocorra. E diante disso, é somente estudando, nos aprofundando é que iremos criar mecanismo de prevenção aos crimes, sejam eles de colarinho branco ou não. E assim ter menos crimes.  

Você é considerado um dos melhores advogados em sua área de atuação. O que faz JAIRON BARBOSA ter tanta credibilidade perante o público em geral?
Primeiramente agradeço por me considerar um bom profissional. Fico feliz em saber isso. No entanto, tenho muito a melhorar, a aprender. A credibilidade cresce a partir dos resultados obtidos. Não tem outra explicação. Se o advogado assume um caso e obtém sucesso, a sociedade aplaude, elogia. Do contrário, decorrem as críticas. Agora, e importante mencionar que nem sempre se obtém um resultado que se almeja, até porque quem decide o quanto pleiteado é outra pessoa, o Juiz (Magistrado). Na área criminal, quando o advogado realiza um pedido, passa pelo “grivo” do Ministério Público (Promotor) e depois do Magistrado, o que é muito mais difícil. Quando assumimos um caso, desenvolvemos uma linha de defesa, atuando de forma técnica e combatível, e com isso tem refletido resultados positivos. A técnica é primordial para o êxito. Não há dúvida que os estudos, a experiência e a atualização das leis é um grande aliado a tudo isso.

Seu escritório é uma parceria com a advogada Andrea Palmeira. Como é a relação de vocês nos processos?
Primeiramente gostaria de dizer que a Dra. Andrea Palmeira é uma mulher incrível, um ser humano brilhante, iluminado. E não falo isso só porque é minha sócia e amiga, mas porque é de sua natureza essa leveza de pessoa que tanto admiro e tenho gratidão. É uma pessoa que pensa no próximo, incentiva, motiva, ajuda, compartilha; não é de perder tempo com picuinha ou algo do gênero. É um privilégio conviver com ela, é bom demais. Ela é mais “agoniada” do que eu (risos), confesso, mas em contrapartida, tem dado certo à sociedade. Acho que um completa o outro. Não é que o meu escritório é uma parceria com ela. Somos um só escritório, somos sócios. Acontece que em alguns processos há somente atuação dela, como os processos mais velho, antes da parceria e os processos da Prefeitura de Maracaçumé, assim como alguns processos são só meus, como os processos da Câmera Municipal de Amapá do Maranhão. A nossa relação nos processos é muito boa. Conversamos sobre todos os casos, um pede a opinião do outro, e ao final chegamos a uma conclusão.

Na sua opinião, quais as principais características e habilidades que um advogado precisa ter?
Na minha modesta opinião, as características que um advogado deve ter é equilíbrio emocional, conhecimento e boa oratória. 

A justiça no Brasil realmente é justa e igual para todos?
Não, não é. Há muitas desigualdades e posso citar algumas. Primeiro, os jurisdicionados, as pessoas que ingressam ou sofre ações judiciais, àquelas que tem processo na justiça, não são tratadas de forma igualitária, são tratadas de forma diferente. Questiono: será se uma pessoa negra e pobre ao ser julgada por tráfico tem o mesmo tratamento que uma pessoa branca e rica? A resposta é não. Não estou generalizando, mas o tratamento não é o mesmo. A empatia não é a mesma. Outra coisa, a Justiça existe, mesmo com suas falhas, mas questiono: está acessível a todo mundo? A resposta é não. A Defensoria Pública que atende em regra os mais pobres, tem a unidade quase a 150 km de distância daqui, com pouca estrutura, incapaz de poder atender os anseios sociais. Diferente por sua vez, de uma pessoa que tem condições e pode contratar um advogado a todos instante. Logo, a justiça não é igual para todos.

O que significa a palavra advogado para você?
Significa sacerdócio, vocação. Ou você é vocacionado por isso ou não adianta se enveredar. Eu penso na advocacia dia e noite, é a minha vida.  

Dá pra definir o que é ser um bom advogado?
O bom advogado é aquele que tem uma sólida formação técnica e ética. Não adianta ter conhecimento e não cumprir, não zelar pelo direito alheio. Ou seja, ser desonesto. Mas também não adianta ser ético, honesto, tem boa índole e não ter conhecimento técnico.

Você se espelhou em quem durante a formação e agora em plena atividade?
Como não venho de uma família do meio jurídico, pessoas do meio, sempre procurei me espelhar nos melhores. Sou daqueles que acessa o site dos escritórios daqueles advogados que admiro. Leio peça. Leio reportagens. Como dito, me formei em São Paulo, Estado de grandes juristas, aonde existem profissionais com grande formação acadêmica. Então, foram essas pessoas, como professores, chefes e doutrinadores, que acabaram me inspirando.

O que pensa sobre a política de Maracaçumé? Gosta de participar dos movimentos partidários acalorados do interior?
A política de Maracaçumé é algo diferente de todos os outros lugares. Aqui as pessoas são fanáticas pelos candidatos. (Risos). Ou seja, se é de um lado, defende o candidato a fogo e ferro. As pessoas andam com bandeiras gigantescas como se fosse torcer para um time de futebol. Compram briga mesmo. Diria que a política aqui é bem atípica. Eu gosto de participar, gosto de política. Morei na casa de um político por anos. Até cogitei me filiar e candidatar, mas dei uma pausa nesse projeto.

Está namorando atualmente: pretende formar família e morar em Maracaçumé?
Estou namorando a Keyne Bizzi, que é uma farmacêutica; uma pessoa que tem sido um suporte importante na minha vida e que tenho pretensões de forma uma família. Gosto muito de Maracaçumé – MA. Já tenho gratidão por essa cidade. Tenho um plano em um dia dar aula na Universidade, por isso não posso afirmar se irei morar aqui em Maracaçumé para sempre.  

Bate bola, jogo rápido: em poucas palavras.

Advocacia: Um sacerdócio. Uma paixão.

Maracaçumé: Uma cidade que tenho gratidão.

Política: Necessário. Precisamos gostar mais.

Justiça Brasileira: Injusta, lenta; precisa de maior estrutura.

Família: É tudo para qualquer pessoa. A principal base. Digo que não escolhemos a família que nascemos, mas podemos escolher a família que desejamos ter. A minha vai ser unida.

Obrigado, Renato, em poder falar com seu público. Abraço. 

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