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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Maracaçumé e sua gente nessa crise cruel



O Brasil está saindo aos poucos da crise. Porém, tenho notado que a população de Maracaçumé sentiu essa crise chegar mais forte em 2018 e agora em 2019.  Quem comprova isso é o comercio que registrou o pior desempenho em vendas para o mês de Dezembro de todos os tempos. E não foi apenas em lojas de roupas e calçados, as lojas de moveis, supermercados e até as frutarias tiveram as vendas reduzidas drasticamente.

E pra quem pensa que as farmácias se livraram, estão redondamente enganados, embora quem adoeça não espere, as lojas tiveram que se readequar para sobreviver, as pessoas não deixaram a doença de lado, mas reduziram a compra de medicamentos ou então estão recorrendo as farmácias do município.

Outra observação a ser feita pra comprovar que a renda dos maracaçumeenses diminuiu foi o aumento da venda direta dos mais variados produtos, comida, roupa, lanches em geral. O número de crianças e adolescentes vendendo esses produtos também cresceu. Fazia muito tempo que não via esse movimento. Isso significa que pra incrementar o orçamento, a mãe produz pasteis, geladinhos e etc. e manda o filho vender no comércio.

O número de jovens procurando emprego também cresceu bastante, e como o comercio, principal fonte empregatício, depois da prefeitura, está com as vendas quase parada, fica quase impossível absorver essas mãos de obras. O resultado: esses jovens são obrigados a deixarem a cidade e procurar outras regiões do país para poderem trabalhar e darem dignidade para si e suas famílias.

Nos mais variados pontos da cidade existem famílias em situações precárias. Quem almoça não janta e quem janta não almoça. Essa é a realidade da cidade que a imprensa ligada ao governo municipal não mostra. Me corrijam se estiver enganado, mas a secretária de assistência social está atenta para esse grave problema que passa nossa população? Pergunto isso porque não vejo ações amenizadoras para esses problemas nas propagandas do governo.

As pessoas precisam de praças, quadras esportivas, ruas asfaltadas, mas elas não se alimentam disso.  Espero que os governantes, tanto do legislativo como do executivo, se atentem para os mais necessitados que sofrem calados, pois, muitas vezes, não tem voz para gritar por socorro e morrem silêncio.

Jornalista Renato Cota

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