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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DROGA: A casa sem teto, sem portas, sem nada.



Uma parte da juventude de Maracaçumé – ociosas por não terem o que fazer, com a falta de emprego e oportunidade – mergulham no mundo (sem volta) das drogas. Embora isso não seja pretexto para entrar nesse universo, entretanto – já diz o ditado – mente desocupada vira oficina do diabo.

As drogas têm destruído centenas de jovens e famílias maracaçumeenses. Consequentemente a violência aumenta. É uma bola de neve: pra sustentar o vício, muitas vezes, o individuo comete crime o acaba afetado toda a sociedade local.

Por que resolvi abordar esse tema tão pertinente? No bairro da mangueira tem uma casa sem teto, sem portas, sem moveis, ou seja, quase sem nada. Só restaram as paredes. A moradora, que é viciada, vendeu tudo o que  podia e não podia. O resultado? Restou apenas o esqueleto de um lugar que um dia foi lar.

Esse registro acima é um alerta para todos nós. Existem milhares de pessoas presas no vício. Existem pessoas próximas a nós com esse problema sofrendo calado. O vício é uma doença que pode ser tratado e o indivíduo voltar a ter uma vida normal, desde que aceite, que fique bem claro.

A foto também é um alerta para quem jamais experimentou drogas e se policiar pra nunca querer conhecer, porque, muitas vezes, é um caminho sem volta. Uma trilha que no primeiro momento será alucinante, divertida, porém depois irão aparecer os espinhos, os abismos cada vez mais fundos, onde esse fundo pode ser uma casa despenada, mas pode ser bem pior: sete palmas de terra.

Algumas pessoas podem até pensar: o Renato coloca culpa de tudo que acontece em Maracaçumé no prefeito. Mas não é verdade isso, as pessoas são um poço de exagero. No entanto, neste caso supracitado é preciso urgentemente que o gestor olhe para isso e crie políticas públicas que abranjam esses jovens sem perspectivas alguma, que não tem oportunidade de aprender uma profissão tão necessária nesse mundo competitivo que vivemos.

Será que custa muito caro para uma prefeitura treinar os jovens para que eles tenham uma profissão e trabalhem para se manter? Não sei! Mas faltam esforços do poder público neste campo. Sabe por quê? Quando acaba o ensino médio, muitos jovens e adolescentes, sem condição de bancar uma faculdade, esbarram num mundo cruel e desigual, e ficam inertes sem saber o que fazer dali pra frente.

Eu não estou falando do filho do empresário, estou falando do filho da dona Maria e do seu João que vive com poucos reais por dia. Que ganha mal pra sustentar a barriga. São os filhos dessa gente que precisam do estado, ou seja, de um olhar diferenciado do prefeito.
Fica aqui a minha indignação, não apenas como jornalista e blogueiro, mas como cidadão que chora por ver uma juventude se perdendo nas drogas e vendo a violência aumentar e os poder público não fazer nada para mudar a situação. A prova disso é o registro da casa sem teto, sem porta, sem nada.

Renato Costa – Jornalista e Blogueiro.

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Um comentário:

  1. Infelizmente Renato essa é a mais cruel das verdades, uma cidade sem condições de futuro para nossos jovens...

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