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domingo, 29 de maio de 2011

FOREVE


Hoje é sabado: um sabado típico de verão, onde a temperatura passa dos 30 graus. Mas graças a Deus que estou em minha casa, na frente do meu computador, o lugar onde mais gosto de estar, pois é onde viajo no mundo da escrita e da leitura e onde converso com amigos e troco recados.

Isso me foi tomado desde o dia que assumir aquele maldito concurso do Centro Novo, onde para fazer o mal à secretaria de educação me lotou em um lugarzinho perto da reserva dos índios - chamado “Cinguentinha” tem nome mais criativo do que este para um vilarejo, pois saibam que por lá os nomes são todos assim: vinte, trinta, quarenta, cinqüenta, sessenta e por ai vai.

Os dias por lá parecem não ter fim, pois não tem o que fazer. E mesmo que tenha não me é licito participar. Por isso vivo isolado em casa a ler - graças a Deus que a leitura me faz rir e chorar em meio ao caos profundo.

Mais não comecei este texto para falar da cinguentinha lugar, e sim para dizer que estou quase abandonando aquele concurso, pois vejo não ser muito vantajoso, a começar pela distancia - isso em carestia as despesas com combustível e manutenção da moto. E ainda tem a alimentação e os gastos extras. Quando chega ao final do mês o dinheiro já se foi e não se fez nada. Por isso me veio uma vontade muito grande de abandonar essa ilusão que a sociedade constrói que é concurso publico. Embora seja bom pelo salário, pois é fixo, mas isso quando as circunstâncias favorecem que não é o meu caso...

E, como um raio que corta o céu, um pensamento me passou pela minha mente nesta manhã de sabado para não mais pisar naquele lugar e voltar a minha foreve de antes. Desfrutar da minha vida integralmente, digo profissional, religiosa e cultural. Mas lá onde estou me resta apenas a profissional que não é lá essa “coca-cola” toda. Parece mais um “psiu” da pior qualidade possível.



    




BOAS NOTÍCIAS


Ontem à noite vi um amigo que há quase dois anos foi embora e nunca mais tinha dado noticias. Mas o que me alegrou bastante foi o fato das boas noticias que ele transmitiu não somente para mim, mas para todos que estava a sua escuta.

Segundo ele: “nunca me arrependi de ter ido embora deste lugar, eu não me vejo morando mais aqui”, afirmou com força na voz - essa fala foi enfeitada e embasada pelas vantagens do lugar pelo qual ele está morando.

Quando meus ouvidos ouviram com detalhe cada informação transmitida, não tive duvida que, estou perdendo meu precioso tempo ainda por aqui. As grandes oportunidades estão longe. Por isso, mas do que nunca quero que este ano voe na velocidade da luz e que 2012 cheguem logo, não para que o mundo acabe como falam por ai, mas para que eu consiga realizar o meu maior sonho que é: trabalhar em uma grande empresa e crescer lá dentro. E quem sabe me tornar um grande execute do Brasil e pensemos mais alto... do mundo.

Para isso estou estudando diurnamente - mergulhando nos livros, nas revistas, em site de conteúdo que aborda de tudo, nos livros da faculdade e, sempre escrevendo algo sobre a minha vida, como este texto. Tudo isso para aumentar a minha bagagem perante o mercado. Não quero ser apenas um profissional, quero ser o profissional, respeitado por todos e que venha dar os resultados estipulado pela organização a qual prestarei serviço.

Não falo isso para a minha glória ou pra aparecer, mas ainda não busquei realizar meus sonhos longe daqui, por que me falta um papel que se chama: “DIPLOMA” - isso mesmo, me falta este papel que tanto pode fechar as portas quando não se têm - como poder abrir as portas do mundo quando se tem, e ainda com a regalia de poder escolher em que porta entrar.

Almejo isso para mim, pois os meus sonhos não se resumem na simplicidade da vida, acredito que nasci para liderar e isso faça com excelência quando me é dado à oportunidade. Nunca desista de seus sonhos - é um titulo de um livro do doutor Augusto Cury, onde ele com sabedoria transcrevem a trajetória de homens da historia que sonharam algo e lutaram para idealizar estes sonhos. Mas não pense que foi fácil, alguns sofreram para ver seus projetos se tornassem realidade.

A verdade é que se para conseguir subir na vida têm que haver uma organização antecipada para o mercado. Se alguém me perguntar se estou preparado para enfrentar a concorrência do mercado de emprego? Eu respondo com toda convicção que sim! Embora esteja numa localidade onde a educação seja de péssima qualidade, posso garantir que conseguir me sobressair melhor do que o estipulado pelo governo.

Mais esse mérito não atribuo às escolas, pois lá se aprende o básico e nem por isso podemos menosprezar este feito, pois sem ele eu não conseguiria alcançar por conta própria o improvável - mas digo isto por que sinto vergonha da forma que a educação em nosso país é tratada. Não se produz leitores que amam ler e fazer deste habito algo prazeroso que irá refletir na forma de ver a vida e alem disso forma pessoas criticas que não compra idéias alheias com facilidade e sim, produzem idéias geniais que ajudam a mudar a sociedade.

Estamos carentes de críticos, estamos carentes de leitores que busque nos livros a solução para os seus problemas. Pode até parecer exagero da minha parte em está escrevendo isso, mas posso vos garantir que não existe investimento melhor do que em literatura.

Quando se há uma multidão de leitores, digo leitores de verdade que mastigam um livro de 400 paginas em poucos dias. Fabricam-se bons escritores, bons cronistas, bons palestrantes e por ai vai... São infinitos os benefícios da leitura para um endividou. Bom seria que todos tivessem essa paixão no Sangue como há em minhas veias. Sairíamos dessa pobreza intelectual que tanto fere a nação.

Enquanto o outro ano não chega, quando enfim, poderei idealizar as minhas peripécias mais ousadas. Fico nessa minha vida de toda semana - Maracaçumé, Chega Tudo, Cinguentinha - isso é uma coisa horrível, mas tenho que agüentar, mas sei que não será para sempre.

Amem...

Até o próximo post...

Renato...



 













  





   




FINAL DE SEMANA


Enfim chegou... Chegou o que? Aquilo que mais almejo todos os dias: o fim de semana. São apenas três dias que passo em casa, mas esses dias renovam as minhas forças e traz um animo de recomeçar tudo novamente na segunda-feira. Esses últimos dias trabalhando no Chega Tudo, foram tão entediante que na minha mente surgiu uma pequena faísca de desistência desse concurso. Mas foi apenas um pensamento, pois terei que enfrentar essa batalha até o final desse ano, pois no outro, buscarei novas fronteiras para trilhar, ou seja, voarei vôos mais altos, mas que me garantam alegria e bem estar, o que não posso dizer da profissão de professor - que além de pagarem mal, ainda existe uma pressão daquelas pelos resultados, com um detalhe: a empresa (que é a prefeitura) não oferece condições apropriadas para que aconteçam esses resultados.

Na minha vida futura não me vejo entre quatro paredes a ouvir gritos de meninos e meninas a gritar “professor, professor”, nada disso! Estou exercendo tal função não por gosto, mas por falta de opção de emprego e foi a ultima opção que me restou.

Mais muito em breve estarei formado em Administração de Empresas. Quando aquele bem dito diploma estiver em minhas mãos poderei gritar para os quatro ventos “o céu é o limite”, e isso é a mais pura verdade, pois esse papel abrirá portas e mais portas onde escolherei onde entrar. E então, poderei abandonar aquele lugar que nem em sonhos sentirei falta.

Sei que lá não é um dos piores lugares do mundo, mas tenho que admitir que não nasci para ser professor. Uma profissão que tem que ser exercida com amor e carinho, coisa que não vejo refletir em minha pessoa e pelo andar da carruagem nunca, jamais irá existir - isso falo porque me conheço, e sabendo eu que fincaria por lá por muito tempo , por falta de outras oportunidades, seria um profissional infeliz... que jamais refletiria uma verdadeira autenticidade de um docente que busca o melhor para os que estão a sua volta.

Portanto, nunca me iludi com tal profissão e muito menos com tal concurso que na primeira oportunidade que tiver irei lá, a prefeitura, assinar minha carta de desistência. Farei isso com o maior prazer do mundo - morrer de fome isso posso garantir que não vou. Pois muito antes de empossarem-me eu já existia, e vivia muito bem... Obrigado.

Até o próximo post se Deus quiser... E Ele há de querer!
Renato...















segunda-feira, 9 de maio de 2011

INÍCIO DE MAIO


I


Pelas fotos acima se percebe o quanto sofro para exercer a profissão de professor. Mas mesmo tendo toda essa dificuldade, digo muita lama, continuo perseverando e indo para o assentamento da cinqüenta do Elias - nome dado ao povoado por causa de um professor que se chamava Elias e que por muito tempo exerceu a profissão por lá, por este motivo batizaram o lugarzinho com esse nome.

Essa semana foi muito legal por lá. A começar pela visita inesperada do seu Didi, o dono da casa onde estamos morando. Seu Didi é um senhor com seus 60 e uns anos que fala pelos cotovelos, um velho com muita experiência que contas as histórias vividas com riqueza de detalhes - são tantos os detalhes que às vezes fica chato escuta-lo. Ele está passando alguns dias no povoado cuidado do seu gado e concertando cerca do terreno.

Seu Didi esse semana com muita vontade de comer açaí - fez o seu filho que estava com ele, tirar alguns cachos da fruta no quintal da casa. Mas o problema não era tirar o açaí - o problema era fazê-lo. Então, ele mando que fizéssemos, e, como gostamos de desafios aceitamos. Um detalhe: não sabíamos como começar o processo. Mas imediatamente seu Didi se prontificou em ensinar tudo - nos seus mínimos detalhes.

No final, tudo deu certo, e apreciamos um açaí ma-ra-vi-lho-so. A recompensa dessa experiência foi à aprendizagem de aprender como fazer um suco de açaí manualmente.

A semana foi um pouco diferente não somente pela visita do seu Didi. Também tivemos a visita muito freqüente da professora Mana - uma professora que mora no povoado de Chega Tudo, mas que foi lotada pra trabalhar na cinqüenta. Ela vinha almoçar conosco e algumas vezes até ajuda prepará-lo.

Outra coisa que movimentou o tempo foi o ensaio da peça que envolvia todos os professores - eu, Elda, Rosa, Izaque, Pedro, Mana e José. A peça foi apresentada no domingo das mães. A mesma falava da historia do Rei Salomão.

E, pra finalizar a semana por lá, na quinta-feira começamos a fazer o bolo das mães por volta das 06 da tarde e terminamos por volta das 03 da madrugada. Foi uma longa noite cheia de alegrias e decepções.  Mas que se esquece rapidamente. Pela manhã do dia seguinte, acordamos às 10 da manhã com finalidade de ornamentar a sala da festa. Terminamos essa tarefa quase na hora do evento.

A festa das mães começou às 04 da tarde. Durante o evento houve muitas lágrimas como sempre nesta data, muitas declarações de amor e muito bolo, mas muito bolo mesmo. Teve gente que levou bandejas cheias de bolo pra casa.

A festa terminou por volta das 5:30 da tarde e impediu a minha volta pra casa - isso possibilitou que eu dormisse pela primeira vez numa sexta por lá. Mas cedo da manhã, juntamente com a Elda partimos em direção a nossa casa amada.

Antes de chegar em casa - tivemos que encarar a lama da estrada que estava cada vez pior. Isso era até legal no inicio, mas agora está chato... É lama demais...

ATÉ O PROXIMO POST...

Renato...








 

 


ADRENALINA PURA!


Sim, mas uma vez participe de um Hally fora de época. Dessa vez foi adrenalina pura.

Ao sair da cinguentinha olhei para o sol e de imediato deduzi que iria chover. O sol estava quente - aquela quentura típica de inverno que abafa as nuvens e provoca chuva.

Mais isso não foi o bastante para me impedir de mais uma vez voltar para minha casa. Ao chegar ao “Chega Tudo” encontro a Gisele que me esperava para junto vimos.

No caminho aquele sol intenso refletiu entre as nuvens, gerando uma tarde tão linda - com dois arco-íres embelezando o céu. Nesse instante o meu pensamento anterior de chuva foi abortado por um pensamento positivo. O meu pensamento era que a estrada estaria um tapete.

Quem vinha comigo era a minha amiga Elda, durante o percurso conversamos sobre vários assuntos - mais o que mais sobressaio era sobre o machismo e lendas sobre o arco-íres.

Na garupa da Gisele vinha Andréia: uma amiga nova que conhecemos na ultima vinda nossa para cinguentinha. Havíamos combinados que neste final de semana ela viria passá-lo comigo em maracaçumé.

A nossa viagem foi perfeita até cruzamos a cidade de centro novo. Pois em seguida o céu lindo e perfeito se transformou em nuvens negras que cobria toda a região.

Nesse momento comecei a ficar com medo, pois o farol da minha moto tinha bagunçado e o tempo que tínhamos não era suficiente para chegamos. Passando poucos minutos começou a cair chuva e mais chuva. Os poços de lamas começaram a encher que parecia que não dava para passar.

Em um desses buracos aconteceu algo que nunca tinha ocorrido comigo. Cai da moto juntamente com a Elda. Foi uma queda considerada. As lamas eram tantas que minha força não foi o suficiente para segura-la. A dor foi substituída por gargalhadas continuas, na queda machuquei meu joelho.

As horas passavam e ficava mais escuro. Nesse momento surge o medo de não poder enxergar mais a estrada, mas mesmo assim seguimos desbravar os buracos, deslizando estrada adentro, caindo e levantando. Quando enfim conseguimos chegar ao barreira, onde a ponte quebrou e para passar havia apenas um tabua.

Eis que surge uma solução para os nossos problemas: um moto táxi que vinha para Maracaçumé se ofereceu para iluminar a estrada pra gente. Nos últimos oito quilômetros se não fosse por ele, acredito que não teríamos chegados - pois não havia como enxergar a estrada.

Quando chegamos por volta de sete da noite estava exausto. Todo encolhido parecendo um pinto molhado. Tomei aquele banho, jantei e depois fui navegar na internet e bater papo com a Andréia.

Tirando todo o estresse, o resto foi legal...
 



      




 


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