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sábado, 23 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CADÊ A COBRA? A COBRA SUMIU!



Pelo titulo do post acima dar pra perceber que a assunto é sobre cobra. Quem pensou adivinhou!

Na ultima Segunda-Feira quando retorno a minha casa na cinguentinha, digo casa por que passo mais tempo lá do que em outro lugar, ou seja, minha verdadeira casa em Maracaçumé.

Sim... quando lá cheguei encontro meu amigo Izaque se perguntando como havia aparecida uma casca de cobra no chão. Eu fiquei logo assobrado com a situação é a me perguntar “será que tem uma cobra morando aqui?” - o tempo passo e, derrepente avistamos a peste da cobra atrepada no teto da casa a dormi os sonos dos deuses.

No primeiro momentos a minha e a atitude de Izaque foi de susto. Um susto tão grande que não tivemos coragem de ficar na casa. Como já estava na hora de ir para escola sai correndo pra lá, ele, Izaque, havia planejado fazer farinha na casa de formo. Dessa maneira fugimos do bicho.

Quando retorno à tarde pra casa, agora decidido a matá-la, quando olho para o alto, encontro o lugar vazio. Ela havia sumido.

Nesse momento fiquei com tanto medo que deu vontade de correr, mas como não havia outro lugar pra ficar, o jeito era encarar a situação e fazer companhia para cobra, mesmo não sabendo onde ela estava.

Quando Izaque chega, ele fica com mais medo do que eu. Juntos reviramos a casa a procura do animal, mas infelizmente não encontramos. A noite chega e o jeito é tentar dormir com medo dela voltar e encontrar dois abestados a dormir o sono da morte. Digo morte, pois caso ele nos picasse era questão de horas para o óbito.

Passamos a noite assombrados a imaginar onde a cobra estava, mas ela havia desaparecido. Pra nos o caso estava encerrado. Mas o inesperado ocorreu. Por volta do meio dia do dia seguinte olhamos para cima é lá estava ela novamente no mesmo lugar dormindo o sono da morte.

Dessa vez não pensamos duas vezes. No dia anterior um dos meus alunos me ensinou como proceder, ou seja, como deveria fazer para matar a cobra. Ele me disse que eu deveria enrolar um pano em uma ponta de uma vara comprida encharcada de gasolina e meter fogo no animal.

Dessa maneira fizemos, mas para isso, pedimos reforço do professor Pedro - um dos professores locais que se tornou grande amigo nosso, quando ele chegou começamos a palhaçada que foi matar a cobra.

Eu me prontifiquei em tacar fogo na cobra, enquanto isso Izaque e Pedro correram com medo. Enquanto eu estava lá, enfrentando a situação, mesmo amarelo de medo permanecia, os outros fugiram, e lá de fora da casa só ouvia “mata a cobra, mata a cobra”.

Quando enfim eu conseguir derrubá-la com o fogo, foi que os dois resolveram aparecer dando pauladas nela.

Isso depois foi hilária nas rodas de conversas...

Mais o que valeu mesmo é que a cobra morreu, e sem medo podemos novamente dormir tranqüilo, sabendo que iríamos acordar novamente com vida no outro dia.










   



 






sábado, 16 de abril de 2011

HALY FORA DE ÉPOCA


Foi uma verdadeira aventura a minha volta pra casa ontem do povoado “Cinguentinha” - interior de Centro Novo do Maranhão. Muita lama e água embelezavam a estrada.

Eu que não vim sozinho ontem, tive o prazer de trazer a minha companheira de profissão Elda, que experimentou o gosto amargo da estrada.

Durante três horas deslizamos estrada adentro, subindo e descendo ladeira, atravessando igarapés inundados pelas águas das fortes chuvas, desbravando lameiros e mais lameiros que pareciam intermináveis e por fim ultrapassando as pontes caídas que para passar tivemos que pagar pedágio.

Foi um verdadeiro haly fora de época à tarde de ontem. Mas não pense que foi um dos piores momentos da minha vida. Achei fenomenal participar de tudo isso.

A adrenalina que sentir no dia ontem vai ficar registrado para sempre em minha mente e neste blog é claro. É que fique bem claro como algo bom!

Muitos dizem e afirmam que trabalhar no interior longe de sua casa, do comodismo, é sofrimento. Eu discordo dessa afirmação. Vejo isso como uma oportunidade de crescimento como pessoa. E alem disso vejo como uma escola da vida onde aprendemos a valorizar as pequenas coisas como: a cama de dormir e um cafezinho gostoso pela manhã.

Viver uma experiência como essa nos faz crescer como ser humano e nos torna mais sensível às dificuldades. Isso nos proporciona ver e sentir que nem tudo aquilo que pensamos ser a pior das coisas, sejam verdades, percebemos que o pior nem se imaginou ainda.

E por fim... Percebemos que viver entre quatro paredes repetindo a mesma coisa o tempo todo. Isso sim é sofrimento! Um sofrimento lento que vai corroendo o interior e pensando que estamos vivendo, mas no intimo estamos morrendo no comodismo comprado a preço de ouro.

Viver a vida vai muito alem de quatro paredes... Atravessa a estrada do Centro Novo e Chega Tudo, e estaciona em Cinguentinha.

Até o próximo post.

Renato...













segunda-feira, 11 de abril de 2011

UMA AVENTURA



Esses últimos dias a minha vida deu uma virada 40 graus. Digo isto por que estou passando a semana em um interior que jamais passou pela minha cabeça algum dia morar - “cinquentinha” - esse é o nome do interior da cidade de Centro Novo do Maranhão.

Isso é ironia da vida, mas como tolerante que sou, aceitei o desafio sem muito reclamar. Estou passando a semana lá. Vou segunda e retorno sexta. Tudo isso para mim é uma grande aventura que irei guardar para vida.

Há algum tempo atrás li um livro que tinha como titulo “Só merece o doce quem provou o amargo” quando me vi nessa aventura todo que se tornou a minha vida, não pense que lamentei. Não! Vi uma grande oportunidade de adquirir uma grande experiência de vida, ou seja, experimentar o amargo pra depois me deleitar no doce.

Se vou ficar lá o ano todo? Claro que sim! Já estou até sentindo saudade de lá quando volta para cá, digo Maracaçumé. Não pense que isso já é amor, não! Isso é apenas apegação pelo povo que necessita de alguém que realmente olhe por suas necessidades.

E não tenham pensamentos errados sobre mim, como pensar que quero me candidatar a vereador por lá. Quero apenas através do meu conhecimento tentar mudar a realidade daquele povo que muito precisa. De que forma? Incentivando-os nos estudos com seriedade e competência e abrindo a mente deles para um crescimento pessoa melhor.

Já aluguei uma casa que repartirei com mais dois professores. E o destino se incubiu de fazer algo impensável. Presentear-me como companheira de casa a minha grande amiga Elda, agora imagine como será legal estar com uma pessoa que tanto estimo e gosto... Iremos conversar tudo que é permitido sem tempo para controlar a nossa tagarelice e além disso estudar mu-i-to...

Estar podendo viver esse momento novo na minha vida é muito legal. Estou adorando as viagens, tanto de ida como de vinda, mesmo com os perigos de assaltos na estrada, mas isso faz parte da vida, estamos vivos, portanto, correndo perigo. Cada dia é uma experiência fascinante. Cada hora é gratificante. Cada minuto fenomenal. É o que gosto mais nisso é que posso retornar no final da semana é perceber que tem muita gente sentindo minha falta ou com saudade de mim.

Isso às vezes eleva a autoestima pessoa. Quem não gosta de ser valorizado? Ninguém é claro! Portanto, eu não poderia ser diferente.

Até o próximo post.



   





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